Subutilização no trabalho em Portugal

Abaixo da média europeia e com registo de desigualdades

14 de maio, 2026
Subutilização no trabalho em Portugal
Crédito da Foto: Magnific
Estudo comparativo entre Portugal e os países da UE conclui que a taxa de desemprego nacional iguala a média europeia (6%).
Esta recuperação significativa parece traçar um caminho totalmente positivo, mas quando analisamos os dados não é bem assim. 

Não são tidos em linha de conta para estes dados aqueles que cancelam a procura de emprego, nem tão pouco, aqueles que trabalham em horário reduzido (menos horas do que desejariam). 

No que concerne à taxa de subutilização do trabalho, passamos a explicar que consiste no somatório do desemprego com o subemprego involuntário a tempo parcial e os inativos com ligação considerada marginal ao mercado. O valor registado no nosso país foi de 10,3% abaixo da média europeia que se situa nos 11,7%. 

Detetam-se também desigualdades estruturais, em que as mulheres estão a apresentar, de forma consistente, taxas de subutilização superiores às dos homens, um registo patente em 23 dos 27 países da UE. No caso português, evidencia-se um resultado de 6,4% de desemprego feminino contra 5,5% de desemprego masculino. 

A taxa de subutilização entre os 15 e os 24 anos também denota discrepâncias. Portugal está acima da média europeia (28,7%) com 30,8%, um valor justificado em mais de metade com o desemprego. 

Conquanto salienta-se um dado bastante positivo, em 2013, no pico da crise, a população ativa apenas representava 89% da população ativa alargada, transcorrido o ano de 2025 o valor subiu para 98%.

Fonte: ine.pt